Poder da juventude
Trabalhamos com grupos e organizações de juventudes no Brasil para fortalecer a ação pela justiça climática no país, apoiando o ativismo e a participação de jovens líderes em espaços climáticos estratégicos.
Tecendo Soluções Climáticas é uma iniciativa piloto liderada pela GFC em colaboração com grupos e organizações de juventudes no Brasil. Seu objetivo é fortalecer juventudes diversas – especialmente indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais, assim como juventudes negras e periféricas – que estão criando soluções climáticas, construindo resiliência em suas comunidades, defendendo mudanças políticas e protegendo o meio ambiente.
Esta iniciativa piloto se concentra em três pilares principais:
Por meio desses esforços, a iniciativa Tecendo Soluções Climáticas busca fortalecer a ação e a participação das juventudes em espaços climáticos estratégicos, promovendo a justiça climática, racial e de gênero.
Adapta Keraciaba é um coletivo criado em 2021 com o objetivo de mobilizar e engajar as comunidades periféricas do Jardim Keralux e da Vila Guaraciaba, ambas vulneráveis a inundações, na Zona Leste de São Paulo (SP), em torno da adaptação climática. Promovem educação climática e iniciativas de Redução de Riscos de Desastres (RRD), com foco na adaptação local e na participação comunitária.
A Associação da Juventude Indígena Xokleng (AJIX) é uma organização liderada por jovens da comunidade indígena Laklãnõ Xokleng. A AJIX atua no território Laklãnõ há seis anos, buscando promover a liderança, o empoderamento e a mobilização local de jovens na luta por seus direitos, por justiça climática e social. A AJIX visa fortalecer as vozes indígenas como base para o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a juventude indígena.
Coletivo Amazônico LesBiTrans é uma rede de ativismo e afeto, criada em 2016 com a missão de fomentar, visibilizar e fortalecer a luta da comunidade LGBTQIAPN+ dos rios, florestas e periferias. Enfrentam o racismo e o sexismo e lutam para que a comunidade LGBTQIAPN+ tenha seus direitos protegidos e suas vidas preservadas.
Mídia Manoki é um coletivo de comunicação liderado por jovens do povo indígena Manoki, criado em 2024. Sua missão é mobilizar jovens para defender seus direitos e cultura, usando a comunicação como ferramenta para documentar os impactos climáticos em seu território, levando adiante os ensinamentos que seus ancestrais lhes deram para que possam manter sua cultura viva.
Guardiões do Bem Viver é um coletivo de jovens do PAE Lago Grande, no estado do Pará, criado em 2020 para defender seu território contra ameaças como a mineração e a extração ilegal. Eles lideram iniciativas intercomunitárias focadas em direitos territoriais e políticas públicas, empoderando e mobilizando jovens em prol da justiça climática, da preservação da terra e da proteção da Amazônia.
A Fala Akari é uma organização liderada por jovens moradoras do Complexo do Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Fundada em 2015, a organização busca responder às múltiplas violações de direitos que afetam as favelas, em especial a violência de Estado, a emergência climática e a ausência histórica de políticas públicas. Por meio da educação e comunicação popular, mobilização e expressões culturais, defendem os direitos humanos nas favelas e lutam por justiça climática, racial e de gênero.
O Coletivo Hip Hop Pai D’Égua é um grupo liderado por jovens da periferia de Belém do Pará que visa promover a cultura Hip Hop na Amazônia, ao mesmo tempo em que promove a conscientização sobre justiça social e ambiental. Por meio da cultura e do empreendedorismo, a organização contribui para a promoção de um ambiente que valoriza expressões criativas, o desenvolvimento econômico e a preservação de territórios e do meio ambiente.
O Mirí é um coletivo de jovens que trabalha desde 2016 na mobilização junto a comunidades rurais e periféricas para fomentar um processo contínuo de reflexão sobre questões socioambientais e defesa territorial. Utiliza metodologias criativas que visam fortalecer laços entre comunidade, sociedade civil e tomadores de decisão para lutar pela promoção do bem viver e a salvaguarda dos seus Rios e igarapés. A partir da Agrovila Itaqui, em Castanhal, Pará, a organização também se articula com outros territórios da Amazônia paraense, especialmente na região da Bacia do Rio Apeú.
A Fundação Rádio e TV Quilombo Rampa, em Vargem Grande (MA), é o primeiro meio de comunicação quilombola do Brasil. Criada para preservar memória, cultura e lutas ancestrais, atua com rádio, TV e projetos comunitários no fortalecimento da identidade e da voz das comunidades quilombolas.
O Grupo de Mulheres Florescer trabalha para promover o empreendedorismo coletivo das mulheres agroextrativistas da Reserva Extrativista Chico Mendes a partir do artesanato sustentável. Foi criado em 2021 para romper o silêncio imposto às mulheres por décadas e para transformar suas realidades, construindo um espaço de apoio, aprendizado e resistência. Como parte da Associação de Pequenos Produtores Agroextrativistas Nossa Senhora dos Seringueiros (APPANSS), o grupo garante renda digna para famílias extrativistas e preservação ambiental.
O Hey Ciência é um programa de educação científica que produz materiais didáticos gratuitos para professores de Ciências, conectando os desafios atuais da humanidade com o trabalho educacional em sala de aula. O grupo tem o compromisso com uma educação que forma consciências, fortalece pertencimentos e planta sementes de transformação, e por isso trabalha com a formação de professores sobre temas como justiça climática, saneamento ambiental, identidade, povos tradicionais e biomas em todas as suas intersecções.
Juventude Kurâ Bakairi Coletivo dos Jovens do Povo Kurâ-Bakairi do Estado de Mato Grosso. Criado em 2024, atuam com mobilização e incidência para garantir que as soluções climáticas reconheçam a centralidade dos territórios indígenas, dos modos de vida tradicionais e da justiça climática como princípios fundamentais. Promovem o fortalecimento e protagonismos das juventudes do território para que sejam lideranças fortes.
Kardumeé um coletivo de juventudes que nasceu em 2018 com o objetivo de promover a Arte Urbana, Arte-Educação e Transformação Social para a juventude negra e periférica da área da colônia de pescadores da Z2 de Paulista, Pernambuco, se tornando um espaço de desenvolvimento em Artes Visuais coligada com a Conscientização Ambiental. Utilizam a filosofia do movimento Hip Hop e a expressão artística para promover o desenvolvimento social, e o pensamento crítico e sociopolítico.
O Observatório das Baixadas (OBx) trabalha com comunidades nas Baixadas do Brasil discutindo clima, meio ambiente e sociedade. Utiliza ciência e tecnologia para abordar vulnerabilidades, especialmente os riscos de desastres climáticos, produzindo pesquisas e ferramentas para fortalecer iniciativas socioambientais e econômicas.
A Rede Cuíra é uma articulação de jovens das regiões de manguezais da Amazônia que busca promover o protagonismo das juventudes na proteção dos ecossistemas de manguezais e da defesa dos direitos humanos das comunidades que vivem e dependem deles. Sua missão é fortalecer a liderança juvenil, fomentar a consciência ambiental e defender ações e políticas públicas sustentáveis.
Rede de Comunicação Vozes da Mata é um coletivo formado por jovens indígenas dos povos Tenharim, Parintintin, Jiahui, Juma e Apurinã. A organização busca ecoar as vozes das lideranças, mulheres, jovens e anciãos e dos territórios indígenas do sul do Amazonas. Além disso, a rede tem o objetivo de fortalecer a comunicação comunitária nos territórios indígenas ao longo das bacias dos rios Madeira e Purus, dando visibilidade às lutas, saberes e modos de vida dos povos indígenas que habitam os territórios da floresta.
Poder da juventude
Educação, Segurança e bem-estar, Poder da juventude
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